“O futuro não pede permissão. Ele simplesmente começa.”
Após o café delicioso, Pedro seguiu com os futuros papais para a clínica, atento ao trânsito e ao entorno. Helena faria sua primeira consulta de pré-natal, e havia algo quase solene naquele compromisso.
Pelo retrovisor, ele flagrou a cena comovente: Santiago acariciando o ventre ainda discreto de Helena, enquanto ela descansava a cabeça em seu ombro, tranquila. O gesto era simples, mas havia nele uma ternura que apertou o peito de Pedro.
Nunca fora homem de planos longos. Relações sérias sempre lhe pareceram um risco alto demais. Já perdera pessoas demais na vida — perdas que ensinaram a não se apegar, a não criar raízes onde o chão pudesse ceder. Amar, para ele, sempre carregara a sombra do luto antecipado.
Ainda assim, algo vinha mudando.
Naquele tempo trabalhando ao lado deles, acompanhando de perto aquele amor que crescia com cuidado e respeito, Pedro se pegou desejando o que nunca ousara querer. Não era inveja. Era uma espéc