“Há momentos em que não se vence fugindo, mas ficando. E dizendo não sem pedir desculpas.”
Helena levantou-se e, acompanhada de Lívia, deixou a sala sem olhar para trás. Deu alguns passos pelo corredor, sentindo um alívio quase físico — até que, de repente, alguém segurou seu punho com força excessiva.
Virou-se no susto.
Deu de cara com Cássio, os olhos vermelhos, inflamados de ódio puro.
Riviera surgiu correndo logo atrás, tentando contê-lo pelos braços, mas Cássio o empurrou com brutalidade, fazendo o advogado cambalear e quase cair.
— Me deixa! — ele gritou.
O corredor estava vazio. Só os quatro.
Lívia estreitou os olhos, fria, calculando instintivamente a distância. O notebook firme na mão — pronta para usá-lo como arma se fosse preciso.
— Me solta — Helena ordenou, a voz baixa, controlada.
— Me diz por quê… — começou Cássio, a voz oscilando entre fúria e desespero. — Por que você não pode voltar? Você me ama! Eu sei disso!
Era inimaginável para Helena estar vivendo aquilo. À sua