“A liberdade é o quadro mais caro que uma mulher pode pintar.”
Pedro estacionou o carro no estacionamento público ao lado do edifício e seguiu ao lado de Helena até a entrada do fórum. Santiago ocupava o outro lado dela, a mão firmemente entrelaçada à dela, como um apoio silencioso.
Lívia já os aguardava à porta. Pastas organizadas sob o braço, um terno impecável, exalando profissionalismo — diferente da mulher expansiva, cheia de piadas e comentários afiados, que costumava ser fora dali. Ainda assim, a essência permanecia.
Ela abraçou Helena com força e segurança.
— Vai dar tudo certo. Hoje a gente encerra, pelo menos, essa etapa.
Helena encarou a amiga com tranquilidade.
— Eu sei.
Lívia voltou-se então para Pedro e Santiago e avisou:
— Vocês vão ter que esperar aqui na recepção.
— Tudo bem — respondeu Santiago prontamente, antes de se aproximar de Helena.
Ele segurou o rosto dela com as duas mãos.
— Vou te esperar bem aqui.
Inclinou-se e lhe deu um beijo rápido nos lábios. Helen