“O castigo de quem tenta prender o passado é assistir, impotente, enquanto o futuro do outro floresce sem pedir licença.”
A casa estava silenciosa quando Silvia entrou, ainda com a bolsa pendurada no ombro. Fechou a porta devagar, quase sem som, e ficou por um instante encostada ali.
A conversa que ouvira atrás da porta do escritório ecoava dentro dela como um sino desagradável.
Não era amor o que movia Cássio. Era Helena. Sempre fora.
Até quando ele a desprezava, Helena ainda ocupava mais espaç