Cássio nunca havia levantado a mão para Helena.
Foi rude, sim. Frio, distante, cruel nas palavras e nos silêncios. Mas jamais imaginara ser capaz de cruzar essa linha. E, no entanto, ali estava ela — caída ao chão, o sangue escorrendo lentamente por sua têmpora, e aquele olhar… aquele olhar que ele nunca havia visto antes.
Helena sempre fora como uma pintura viva — uma tela vibrante, cheia de luz e movimento.
Quando a conheceu, era uma jovem artista quase formada, com o brilho do mundo refleti