O som ecoava dentro da cabeça de Helena como uma sirene distante.
O golpe ainda ardia — não apenas na pele, mas na alma.
Tocou o local ferido, e quando seus dedos voltaram cobertos de sangue, a intensidade do vermelho pareceu lhe gritar tudo o que ela precisava ouvir: "bastava".
Se antes tudo que ela queria era justiça, agora ela não teria piedade.
O sangue escorrendo por entre seus dedos era o retrato cru de tudo o que ela havia ignorado por amor.
Cada gota parecia uma lembrança — das prome