O GOSTO DO MEXICANO...
A mata mexicana estava pesada naquela noite — pesada com uma umidade espessa e o aroma metálico do sangue recém-derramado. A lua filtrava sua luz por entre copas que pareciam presas de um animal gigante, e o vento corria como se carregasse nomes mortos.
Martin, o caçador de águias, caminhava com passos presunçosos.
Acabara de arrancar as garras de mais uma ave, seu brinquedo favorito.
Segurava-as entre os dedos como quem segura o poder.
Como quem pensa ser maior que todos os monstros da terra