Autora…
48 horas depois…
O silêncio do corredor da UTI parecia pesar toneladas sobre os ombros de Klaus.
Ainda que o relógio indicasse pouco mais das três da manhã, os minutos pareciam ter se arrastado por décadas desde que ele fechara a incisão final no abdômen de Tânia.
A cirurgia fora um desafio colossal.
Um tumor com ramificações delicadas, enredado em artérias vitais, comprometendo parte do sistema digestivo, os riscos haviam sido claros desde o início: hemorragia, falência de órgãos, perda irreversível.
Mas ele precisou confiar em sua experiência, sua capacidade e seu trabalho para intervir no momento certo, mesmo isso indo contra os desejos de Tânia.
E ele, contra todas as probabilidades, vencera.
Quando a equipe médica finalizou os protocolos pós-operatórios e os enfermeiros empurraram a maca rumo à UTI, Klaus ficou parado na ante sala por alguns segundos, ainda de máscara, com as luvas manchadas de sangue tremendo levemente em suas mãos.
Era como se a tensão acumul