LEONARDO RIZZI NARRANDO.
ITÁLIA.
Talvez fosse apenas um engano. Mas nada nessa vida parecia um engano.
— Alô? — A minha voz saiu rouca, marcada pelas horas de sono perdidas e pela carga do álcool que ainda corria pelas minhas veias.
Do outro lado da linha, ouvi um som abafado. Era um choro contido, uma respiração irregular.A minha testa se franziu imediatamente. Algo no tom daquela voz, mesmo que eu ainda não conseguisse distinguir palavras, já fazia a minha mente girar.
— Quem está falando? —