Mundo ficciónIniciar sesiónLeana (Lê)
Aquele cretino do Diego sabe de alguma coisa.
E o pior é que ele não vai contar. Fiquei emburrada no sofá, chacoalhando a perna sem parar. Laena roía as unhas ao meu lado. Os dois irmãos mexiam nos celulares como se nada estivesse acontecendo.
Meu celular vibrou. O dela também.
Número desconhecido.
_ Ué, que estranho... _ Murmurou minha irmã, abrindo o vídeo.
Meu sangue gelou.
Era eu... ou melhor, uma mulher albina muito parecida comigo. A filmagem mostrava Laena caindo na festa. Depois, um vídeo explícito. Meu nome escrito embaixo. A mulher estava de lado, cabelo cobrindo o rosto, mas o suficiente para destruir minha reputação.
Diego e Emanuel pularam do sofá e arrancaram os celulares das nossas mãos.
_ Que merda é essa?! _ Rosnou Emanuel, o rosto vermelho de fúria.
Eu estava em choque. Laena parecia prestes a ter uma crise de choro.
_ Eu... eu estou em choque... _ Consegui dizer.
Emanuel não conseguia nem formar frase direito. Seus olhos queimavam.
Levantei do sofá e fiquei cara a cara com ele.
_ E se fosse eu? E daí? Você não tem nada a ver com a minha vida!
Ele me olhou de um jeito que arrepiou cada centímetro da minha pele. Já vi esse olhar antes, o mesmo que tia Olivia dava antes de alguém desaparecer.
Diego se colocou entre nós.
_ É fake. Não seja tolo.
Mas o estrago já estava feito.
Emanuel deu um sorriso perigoso, sem graça, ameaçador.
_ Você não perde por esperar, branquinha.
Emanuel quebrou meu celular com um movimento seco, espalhando os pedaços pelo chão, depois me deu as costas e saiu.
Senti um frio na barriga.
Uma tempestade estava vindo. E eu tinha a impressão de que Emanuel seria o centro dela.
_ Mana, o papai vai descobrir sobre a fuga... _ Sussurrou Laena.
_ Eu sei. Mas também vai descobrir quem fez essa merda de vídeo.
Eu posso aguentar castigo. Sermão. Até gritaria. Mas não vou tolerar que alguém use minha cara, ou a da minha irmã, para nos humilhar.
Diego nos informou que Antony já tinha feito o vídeo sumir.
_ Obrigada... _ Murmurei, ainda tremendo.
Subi para o quarto. Não consegui segurar as lágrimas. Me joguei na cama, cobri o rosto com o travesseiro e tentei desaparecer.
A porta abriu e fechou.
Senti o colchão afundar. Uma mão grande e quente tocou minha cintura.
Tirei o travesseiro rápido.
Emanuel estava ali. Perto demais. Cheiroso demais.
_ O que você quer? _ Perguntei, irritada e envergonhada.
_ Desculpa pelo surto. Te dou um celular novo.
_ Não preciso de nada que venha de você. Sai daqui antes que eu chame meu irmão!
Ele riu baixo. Aproximou o rosto do meu... e me beijou.
Não foi bruto como eu esperava. Foi intenso. Quente. Dominador.
Sua língua tocou a minha com calma, mas as mãos... as mãos dele não paravam. Desceram pela minha cintura, subiram pela barriga, roçaram a curva dos meus seios. Quando ele mordeu e lambeu minha orelha, um gemido escapou da minha boca.
Enlacei minhas pernas na cintura dele. Ele pressionou o corpo contra o meu, esfregando a ereção bem no meio das minhas pernas.
Eu estava pegando fogo.
_ Ainda é cedo... _ Sussurrou ele contra meus lábios, voz rouca. _ Mas um dia vou te ter nua, sentando gostoso no meu pau grosso.
Ele se levantou de repente, deixou-me ali, ofegante e confusa, e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido.
Fiquei olhando para o teto, o corpo latejando.
Meu Deus... o que foi isso?
Corri para o chuveiro. A água quente não ajudou. Cada gota parecia lembrar das mãos dele. Do beijo. Da promessa suja.
Quando saí, Laena entrou no quarto.
_ Vai dormir?
_ Sim...
Deitei e fechei os olhos.
Mas o sono não veio.
Só veio Emanuel. O calor dele. A voz rouca. A sensação proibida que ele deixou queimando entre minhas pernas.
E o pior de tudo era que uma parte de mim... queria que ele cumprisse aquela promessa o quanto antes.







