Capítulo 5

Leana (Lê)

Aquele cretino do Diego sabe de alguma coisa.

E o pior é que ele não vai contar. Fiquei emburrada no sofá, chacoalhando a perna sem parar. Laena roía as unhas ao meu lado. Os dois irmãos mexiam nos celulares como se nada estivesse acontecendo.

Meu celular vibrou. O dela também.

Número desconhecido.

_ Ué, que estranho... _ Murmurou minha irmã, abrindo o vídeo.

Meu sangue gelou.

Era eu... ou melhor, uma mulher albina muito parecida comigo. A filmagem mostrava Laena caindo na festa. Depois, um vídeo explícito. Meu nome escrito embaixo. A mulher estava de lado, cabelo cobrindo o rosto, mas o suficiente para destruir minha reputação.

Diego e Emanuel pularam do sofá e arrancaram os celulares das nossas mãos.

_ Que merda é essa?! _ Rosnou Emanuel, o rosto vermelho de fúria.

Eu estava em choque. Laena parecia prestes a ter uma crise de choro.

_ Eu... eu estou em choque... _ Consegui dizer.

Emanuel não conseguia nem formar frase direito. Seus olhos queimavam.

Levantei do sofá e fiquei cara a cara com ele.

_ E se fosse eu? E daí? Você não tem nada a ver com a minha vida!

Ele me olhou de um jeito que arrepiou cada centímetro da minha pele. Já vi esse olhar antes, o mesmo que tia Olivia dava antes de alguém desaparecer.

Diego se colocou entre nós.

_ É fake. Não seja tolo.

Mas o estrago já estava feito.

Emanuel deu um sorriso perigoso, sem graça, ameaçador.

_ Você não perde por esperar, branquinha.

Emanuel quebrou meu celular com um movimento seco, espalhando os pedaços pelo chão, depois me deu as costas e saiu.

Senti um frio na barriga.

Uma tempestade estava vindo. E eu tinha a impressão de que Emanuel seria o centro dela.

_ Mana, o papai vai descobrir sobre a fuga... _ Sussurrou Laena.

_ Eu sei. Mas também vai descobrir quem fez essa merda de vídeo.

Eu posso aguentar castigo. Sermão. Até gritaria. Mas não vou tolerar que alguém use minha cara, ou a da minha irmã, para nos humilhar.

Diego nos informou que Antony já tinha feito o vídeo sumir.

_ Obrigada... _ Murmurei, ainda tremendo.

Subi para o quarto. Não consegui segurar as lágrimas. Me joguei na cama, cobri o rosto com o travesseiro e tentei desaparecer.

A porta abriu e fechou.

Senti o colchão afundar. Uma mão grande e quente tocou minha cintura.

Tirei o travesseiro rápido.

Emanuel estava ali. Perto demais. Cheiroso demais.

_ O que você quer? _ Perguntei, irritada e envergonhada.

_ Desculpa pelo surto. Te dou um celular novo.

_ Não preciso de nada que venha de você. Sai daqui antes que eu chame meu irmão!

Ele riu baixo. Aproximou o rosto do meu... e me beijou.

Não foi bruto como eu esperava. Foi intenso. Quente. Dominador.

Sua língua tocou a minha com calma, mas as mãos... as mãos dele não paravam. Desceram pela minha cintura, subiram pela barriga, roçaram a curva dos meus seios. Quando ele mordeu e lambeu minha orelha, um gemido escapou da minha boca.

Enlacei minhas pernas na cintura dele. Ele pressionou o corpo contra o meu, esfregando a ereção bem no meio das minhas pernas.

Eu estava pegando fogo.

_ Ainda é cedo... _ Sussurrou ele contra meus lábios, voz rouca. _ Mas um dia vou te ter nua, sentando gostoso no meu pau grosso.

Ele se levantou de repente, deixou-me ali, ofegante e confusa, e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido.

Fiquei olhando para o teto, o corpo latejando.

Meu Deus... o que foi isso?

Corri para o chuveiro. A água quente não ajudou. Cada gota parecia lembrar das mãos dele. Do beijo. Da promessa suja.

Quando saí, Laena entrou no quarto.

_ Vai dormir?

_ Sim...

Deitei e fechei os olhos.

Mas o sono não veio.

Só veio Emanuel. O calor dele. A voz rouca. A sensação proibida que ele deixou queimando entre minhas pernas.

E o pior de tudo era que uma parte de mim... queria que ele cumprisse aquela promessa o quanto antes.

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