Oitenta anos depois
A casa branca de frente para o mar já não era apenas um lar. Era um símbolo. Um farol. Um monumento vivo da força de uma mulher que se recusou a ser silenciada.
Valeria VII, tataraneta da original, com vinte e cinco anos, estava de pé na varanda ao amanhecer. O vento do mar movia seu cabelo escuro, idêntico ao da bisavó que nunca conhecera pessoalmente, mas que sentia viva em cada célula de seu corpo. Tinha o mesmo olhar decidido, a mesma postura ereta, a mesma determinação