Antônio gostava da mãe.
Gostava muito, mas não queria ir embora e não acreditava que Sara fosse má como Mayana estava dizendo.
— Eu quero dizer tchau para Ive. Ela chora quando eu sumo, e já fiz duas vezes. Eu não vou embora sem falar com ela, deja.
A cigana respirou fundo... o coração apertado.
Aquele menino era a única companhia que tinha, o mundo dela girava em torno dele, mas nunca mais permitiria que um Bianchi tirasse algo dela.
Uma lágrima caiu dentro do chá.
As ondas se formaram no líquido que refletia o rosto cansado de alguém que estava lutando a tempo demais para encontrar o próprio lugar no mundo.
Se lembrou de dançar em torno de Antônio.
Na época ele ainda gritava de dor pelas queimaduras. Ela gostava de ouvir.
Então um dia, depois de espalhar mais ácido no rosto do garoto ele esticou a mão e a chamou de mãe.
Estava alucinando, já era o terceiro dia de febre seguido.
Mas ela descobriu que gostava da ideia de ter um filho.
Começou a pesquisar mais sobre ervas com efeitos p