O cigano caminhou até o carro com os passos lentos, não parecia ameaçador, ainda assim, Ive sentiu a barriga gelar.
Ela não se mexeu. Os braços ainda em torno do encosto de couro. Queria o cheiro de Antônio.
Ficou pensando em como a vida parecia injusta.
O rosto do homem era duro, queimado de sol. O cabelo preto e comprido, preso num rabo baixo. Olhos astutos.
— Não te assustei, moça bonita? O que faz parada aqui?
Ela se afastou do encosto.
— Nada. Eu... estou de saída, vim trazer um amigo.
Ele