Meu Deus, Sara! Você é Doente.
Sara já tinha arrancado os sapatos e jogado no banco de trás, nunca gostou de saltos, era obrigada a usar por formalismos da profissão, mas o preferia andar descalça.
Ligou o carro e olhou para a caixa de madeira ao seu lado. Vinhos e alguns petiscos, sabia que o marido iria reclamar dos embutidos, mas teve o cuidado de comprar amêndoas para Ivan.
Mas assim que colocou a mão no câmbio, o telefone tocou.
A advogada procurou na bolsa, aquele toque indicava problemas, só havia usado aquele aparelho para lidar com as questões de Lucca.
— Sara Bianchi, pois não?
Atendeu com o formalismo medido e a voz do outro lado explicou a razão do chamado.
— Doutora, preciso que volte para o Complexo carcerário.
— Por quê? Todos os papeis foram entregues, tanto da liberação do meu cliente quanto da prisão preventiva da senhora Fernão.
O senhor pigarreou antes de responder.
— A viatura que estava trazendo a excelentíssima juíza Fernão não chegou e os agentes não respondem.
— Como não chegou? Qu