Em alguns momentos, obedecer é a única opção, mas Edgar não estava interessado na obediência cega de Mayana.
O que o rapaz sentiu foi um desejo quase selvagem de mastigar aquele pedaço de pele. Colocou na boca da falsa cigana e perguntou realmente interessado.
— É bom?
Mayana cuspiu a própria carne no rosto do rapaz, o medo se tornou ódio enquanto as lágrimas escorriam pesadas pelo rosto marcado.
Ela teve certeza de que apanharia.
Edgar sorriu com a reação, aquilo lhe pareceu mais doce do que qualquer sobremesa que já tinha provado.
Olhou para o capo.
— Meu voto é para que essa bela dama permaneça viva.
Novamente o burburinho se espalhou, ninguém esperava isso daquele rapaz, até os piores homens da máfia estremeciam só com a menção do nome de Edgar.
Endi balançou a cabeça registrando o voto do filho.
Um a um todos votaram e quando a decisão ficou nas mãos do capo, Muralha chamou o chefe.
— Posso falar com você? A sós.
Endi concordou e quando estavam distantes o bastante para terem alg