A memória fez o rapaz paralisar e deu a oportunidade que a senhora precisava para ajudar ao marido.
Praticamente se deitou sobre o senhor. Implorava chorando com as mãos esticadas como se fosse possível se defender de Ivan.
— Para! Por favor, nossa filha! Ele lembrou da nossa filha, a culpa foi minha.
Ivan achou que nada naquele lugar estava batendo com o que sabia. Jogou a espingarda antiga para os fundos da loja e foi ajudar Antônio que continuava de joelhos.
Segurou o rapaz pelos ombros.
Braços fortes como ele se lembrava no afilhado. O coração se encheu de orgulho, por mais cruel que o mundo tivesse sido com o seu menino.
Ainda assim, Lucca havia se tornado um homem honrado, agora precisava apenas aprender que impor limites não era sobre vingança, era sobrevivência.
— Não precisa ter medo, Antônio. Só vou devolver a dor que aquele homem te causou. Não podemos ficar com as coisas dos outros, podemos?
Antônio que ainda estava mergulhado nas sensações daquele flash acabou perguntando