Mayana não era cigana.
Os cabelos longos, o corpo bonito e a juventude apenas lhe deram aquela chance. A oportunidade de sobreviver foi o que a fez se agarrar ao povo que ela odiava, mas que aprendeu a chamar de família.
Estava sozinha, perdida entre a dor e a raiva, quando o acampamento passou pela estrada.
As vozes vieram primeiro. Risadas, cânticos sobre a natureza e antes que o toque quente e sujo a alcançasse, ela já os via como salvação.
Maia Morreu e Mayana nasceu como cigana e mulher de