Douglas guardou o telefone e, sem olhar novamente para Natália, virou-se e sentou-se no carro.
Natália, um passo atrás, ouviu o homem já impaciente, perguntando:
- Por acaso, preciso abrir a porta para você entrar?
Apesar do tom severo, não se percebia muita raiva nele, parecia mais como se estivesse desabafando uma mágoa.
Natália bateu na própria testa, a pele atingida logo ficou vermelha, dava para ouvir a força do tapa pela voz.
De fato, o frio congelava sua capacidade de perceber emoções. E