O relógio marcava quase três da manhã, o corredor da ala do beta estava escuro, só o luar entrando pela janela deixava o chão prateado. No quarto, Trash estava largado na cama, o braço pesado em cima de Juno. Os dois respiravam devagar, juntos, mas a insônia não largava fácil.
Juno virou de lado, puxou o lençol até o queixo, encarando Trash no escuro.
— Não consegue dormir também? — perguntou, a voz baixa, rouca de sono.
— Não — ele respondeu, mexendo de leve o ombro pra puxar ela mais perto.