A manhã na Dentes de Prata estava pesada, o clima meio carregado desde cedo, como se todo mundo sentisse que coisa boa não ia sair daquela visita da Fogo Negro. No quarto de hóspedes, Elaina fechou a porta devagar, virou pra Tomas, que estava jogado na poltrona, os olhos claros brilhando de raiva e orgulho. Ela ficou um tempo parada, só olhando pra ele, depois se aproximou, baixando a voz quase até um sussurro.
— Não vai acontecer, ouviu? — Tomas falou antes dela dizer qualquer coisa. — Não vou