Capítulo 34: A loba prateada - parte 1
O silêncio pesado do hospital da alcateia só era quebrado pelos bipes insistentes das máquinas e pelo som distante de passos apressados de enfermeiros. A madrugada engolia o prédio, e o quarto de Melia estava mergulhado em penumbra. Ela permanecia imóvel na cama, o corpo pálido, a respiração ruidosa. A curandeira, junto as enfermeiras tentou de tudo rituais, ervas, mas nada alcançava Melia ou sua loba, e o corpo dela parecia fadado a perder aquela batalha. Quando perceberam que nada adiantaria,