O silêncio na cobertura do Edifício Vitra era absoluto, uma redoma de vidro facetado que isolava o resto do mundo enquanto o pacto era selado. Alberto Santoro não era um homem de apertos de mão ou contratos assinados com tinta comum; para ele, a lealdade era uma substância química que precisava ser extraída através da submissão absoluta e do prazer levado ao limite da exaustão. Quando ele pousou o copo de uísque e caminhou em direção a Mariana, a atmosfera mudou de uma negociação financeira fri