A festa de recepção transformou a propriedade dos Cavalcanti em um enclave de ostentação que São Paulo levaria décadas para esquecer. Não era apenas um evento; era um manifesto de poder. Sob uma estrutura de cristal montada nos jardins, milhares de microlâmpadas pendiam do teto como uma chuva de estrelas estática, iluminando arranjos monumentais de tulipas brancas e ramos de oliveira banhados a ouro. O ar estava saturado com o perfume de velas de sândalo importadas e o som de uma orquestra fila