O SUV deslizava pela Marginal Pinheiros como um projétil silencioso, cortando a névoa fria que subia do Rio Pinheiros. Dentro da cabine, o isolamento acústico era absoluto, mas o silêncio era interrompido pela respiração pesada e errática de Enzo. Ele estava sentado no banco de couro, as mãos ainda ostentando vestígios do polímero transparente que Mariana aplicara, olhando para as próprias palmas como se elas pudessem emitir o calor do sangue que acabara de derramar. Seus ombros imponentes, que