Tudo desapareceu e só existia o calor da sua boca, o seu sabor e o jeito como suas mãos me apertavam como se quisessem me fundir a ele.
Ele gemeu, um som baixo e feroz que veio do fundo do peito, e apertou os braços em volta de mim com força quase dolorosa.
Em resposta, me curvei mais, meu peito pressionando o dele, e ele aproveitou para desviar os lábios, mordiscando meu lábio inferior antes de descer, deixando uma trilha de beijos ardentes pelo meu queixo e meu pescoço.
Eu me entreguei, deixando a cabeça cair para trás, oferecendo a ele mais acesso, enquanto meus dedos se enterravam nos seus cabelos.
Meu corpo estava em chamas. Cada nervo parecia vivo, gritando por mais.
Foi então que Laura murmurou algo no sono, um som suave e inocente, e se virou, de costas para nós.
O som foi como um balde de água gelada jogado diretamente na minha alma.
Meus olhos se arregalaram.
O que eu estava fazendo? Com a Laura ali, dormindo tão perto? Com o pai dela? No chão da sala?
O choque e a vergon