(Visão de Rodrigo)
A dor pulsava na minha testa, um latejar quente e insistente que combinava perfeitamente com a fúria que fervia por dentro.
O Sangue escorria entre meus dedos, com um vermelho vivo e humilhante no chão de mármore.
E ela ficava ali, parada, segurando aquele resto de vaso quebrado como uma criminosa flagrada, com os olhos arregalados de puro terror.
Só que agora o terror tinha dado lugar ao desespero.
— Meu Deus, Rodrigo, eu… eu sinto muito! Mil desculpas, eu não sabia que e