A hora do almoço chega e eu continuo grudada no computador, com os olhos ardendo de tanto encarar linhas de código e janelas que se fecham na minha cara. De novo e de novo.
O sistema do juiz desgraçado é praticamente uma fortaleza. Camadas e mais camadas de segurança, autenticações que se cruzam, registros que se autoapagam se alguém tenta forçar entrada.
Eu consigo sentir a inteligência por trás daquilo… e isso só me deixa mais irritada.
Mas eu não vou desistir.
Mesmo assim, minha cabeça não colabora.
Desde cedo que não consegui focar direito. A cada tentativa frustrada, minha mente escorrega para outro lugar, ou melhor, outra casa e pessoa.
Rodrigo.
Sabia que ele tinha um dia cheio na empresa hoje. Paulo comentou pela manhã que eles iam passar o dia resolvendo pendências com clientes, sobre umas fragrâncias atrasadas, reuniões atrás de reuniões. Ou seja… até o meio-dia, pelo menos, ele não estaria em casa.
E isso só significava uma coisa.
Laura estava sozinha.
O infeliz me demiti