O céu amanheceu em tons de cinza profundo, como se o mundo estivesse preso entre o tempo e o silêncio. As luas gêmeas não se recolheram — permaneceram visíveis, pálidas, como olhos que se recusam a fechar.
Aether acordou antes de todos. Seus olhos estavam diferentes, não brilhavam, mas pulsavam. Ele caminhou até o centro do santuário, onde o cristal do Observador permanecia imóvel. Ao tocá-lo, não houve luz. Houve som.
Um som que ninguém mais ouviu. Um chamado.
Aether caiu de joelhos, e p