[ Patricia]
Sequei uma lágrima solitária que deslizava pela minha bochecha, enquanto meus olhos perdidos acompanhavam o movimento das crianças no parque do outro lado da rua. Suas risadas soavam distantes, como ecos de uma felicidade que já não me pertencia. O fim de tarde tingia o céu de tons alaranjados, mas dentro de mim tudo parecia permanecer em um eterno crepúsculo.
Eu me sentia suspensa entre o passado e o presente, presa em lembranças que insistiam em me assombrar. O aroma doce do cappu