Cally acordou devagar.
Por alguns segundos, ela não sabia exatamente onde estava. A cabeça ainda parecia envolta em uma névoa morna, pesada, como se seu corpo estivesse tentando voltar lentamente ao mundo real.
O quarto estava silencioso.
A luz da manhã entrava pelas frestas da cortina, um tom pálido de cinza que desenhava linhas suaves no teto.
Ela piscou algumas vezes.
Então percebeu.
Dante.
Ele estava ali.
Deitado ao lado dela.
Ainda vestido.
As botas estavam no chão, largadas perto da cama,