ORION DOMINUS.
Existem ausências que gritam mais do que qualquer voz.
O silêncio do quarto é quase sagrado.
Apenas o som leve da respiração dela preenche o espaço — fraca, irregular, mas constante. Como se cada inspiração custasse um esforço que ela mal consegue sustentar.
Anya dorme.
Depois de horas de dor, lágrimas e exaustão, o corpo dela cedeu. Rendeu-se ao peso do que perdeu, ao cansaço que a consumiu por dentro até não restar força nem para chorar.
E eu continuo aqui. Sentado ao lado da c