Não era uma pessoa religiosa. A fé, para mim, sempre fora uma abstração distante, um conceito aprendido nos livros de história mais do que vivenciado no coração. Mas naquele domingo, algo me impulsionou a cruzar o limiar da pequena igreja de São Miguel, no vilarejo. Talvez fosse a promessa de um refúgio silencioso, um antídoto para a inquietação que me habitava.
Assisti à missa, um ritual que me era estranho, mas que, de alguma forma, me acalmou. Paguei o dízimo, um gesto quase mecânico, gui