Chegou um momento em que a tensão nos consumia. Vincenzo se coçava e eu roía as unhas. Comecei a sentir fome, então fomos até a lanchonete que ficava na frente do hospital. Procurei por João, mas ele não estava em nenhum lugar por ali.
Enquanto comíamos nosso lanche, eu perguntei para Vincenzo:
— Devemos avisar os pais dela?
— Vamos esperar mais um pouco.
— Não era para ter sido assim.
— Calma Adriana, a culpa não é sua, aliás, se formos pesar as responsabilidades, você é quem tem menos culpa.