Isadora
Acordo com o som suave das ondas batendo no cais da ilha, mas não é isso que me desperta de verdade. É o som da movimentação lá fora. Ouço o tilintar de pratos, o arrastar discreto de móveis e o murmúrio baixo dos funcionários organizando a mansão para o dia que começa. A luz do sol de Angra atravessa as frestas da cortina, desenhando linhas douradas sobre o lençol de linho que nos cobre.
Viro-me devagar e encontro os olhos cinzentos de Daniel já fixos em mim. Ele está acordado há algum