Onde foi que você aprendeu a ser tão... você?
— Eu não consigo alcançar as costas — minha voz sai baixa, quase um pedido disfarçado.
Daniel não responde.
Ele apenas estende a mão e pega o frasco da minha mão. O toque dos dedos dele nos meus envia um choque que sobe pelo meu braço e se fixa direto no peito.
— Vira — ele diz, baixo.
Eu obedeço, me virando de costas para ele, prendendo o fôlego.
Sinto o peso dele se ajustando na espreguiçadeira, aproximando-se.
Então, o toque acontece.
A palma da mão dele, quente e levemente áspera, encontra