— O carro vai demorar — aviso, limpando as mãos no pano já imundo. — Se veio cobrar milagre, está no endereço errado. Milagre eu deixo para os domingos.
— Não vim cobrar — ela diz, respirando fundo. O movimento da camiseta branca não passa despercebido por mim. — Vim ver.
Ver.
Como quem acompanha um processo de cura. Como quem espera algo nascer do meio de todo aquele caos de ferro e óleo.
— Fica à vontade — falo, apontando para o espaço ao redor com a chave inglesa. — Mas aviso logo: aqui não