Eu preciso de tempo, Daniel.
Isadora
O silêncio da biblioteca é denso, saturado pelo cheiro de couro antigo e pelo perfume caro de Daniel, que agora parece mais uma acusação do que qualquer outra coisa. Eu o encaro, e por um segundo, o homem à minha frente não é o mecânico que me ensinou a respirar, mas o magnata que o mundo teme.
— Mas não ouse — a voz dele baixa, carregada de uma intensidade que vibra no meu peito — dizer que o que eu sinto por você não é real.
Ele inclina o rosto, e a proximidade é uma tortura. O calor