Ele fecha a porta atrás de si sem pressa. E então me vê. O sorriso vem na mesma hora.
Eu não vou embora imediatamente.
Fico.
Afastada o suficiente da porta para não parecer que estou esperando. Perto o bastante para não correr o risco de perder o momento em que ele sair.
A bolsa está no meu ombro, o celular na minha mão, o corpo inteiro alinhado na postura que eu conheço tão bem — pronta, eficiente, atrasada o suficiente para justificar qualquer pressa.
E, ainda assim…
eu não saio.
O som da maçaneta girando corta o silêncio do corredor.
Eu não me mexo.
A porta se abre.
E ele apa