Entramos na suíte master e o silêncio que nos envolve não é vazio; ele vibra, carregado de uma eletricidade quase tangível que faz os pelos do meu braço se arrepiarem. Caminhamos pelo espaço amplo, banhado pela penumbra e pelo reflexo prateado do mar que invade a varanda. Daniel me intriga, me desafia. Como ele consegue? Como pode ser sempre o melhor, o mais magnético, dominando cada centímetro de qualquer ambiente com uma naturalidade que beira o insulto à elite que o rodeia? Essa mistura de f