Isadora
A cidade parece menor quando a gente está engolindo o orgulho. Cada rua estreita, cada muro pichado, cada barraca de feira improvisada na calçada é um lembrete gritante de que estou fora do meu elemento, do meu mundo de avenidas largas e boutiques climatizadas. Engatada em terceira, dirijo devagar pelas ruas tortas da Zona Norte, sentindo o Rolls-Royce chacoalhar como se ele também estivesse revoltado com essa decisão. É um protesto silencioso, mas audível, do metal contra o asfalto irr