Lilian
Eu nunca deveria ter aceitado. Nunca deveria ter dito "sim" com aquele sorriso tímido que Antonella adorava ver florescer no meu rosto. Mas eu disse. E foi assim que tudo começou.
O bar estava lotado, as luzes piscavam num ritmo que parecia desconexo do meu mundo interior, e o cheiro de álcool se misturava ao perfume forte das mulheres que passavam. Eu nunca tinha estado em um lugar assim. Durante quase toda a minha vida, as paredes silenciosas do convento eram tudo o que eu conhecia. Regras, horários, hinos, obediência. O bar era a antítese de tudo que eu achava conhecer.
E talvez por isso eu tenha aceitado ir. Uma parte de mim queria saber o que havia além das paredes do meu antigo mundo. Outra parte queria agradar ela. Queria mostrar que eu podia ser... normal.
Que eu pertencia ali, eu queria agradar a todos para que eles nunca deixassem de gostar de mim.
— Relaxa, Lili. — Ela riu, me puxando pelo braço. — Uma noite fora não vai te matar.
— Mas Lucian...
— Esqueça ele só po