Mundo de ficçãoIniciar sessãoAcordo sendo praticamente espancada por um dos brutamontes. Abro meus olhos e sigo atrás deles.
Sigo para onde eles estavam indo, um carro preto muito bonito nos espera. Um homem com uma placa com o nome Capone. Entramos e seguimos o nosso destino, que provavelmente seria a faculdade. Ao chegar em frente a um prédio com três andares, os brutamontes descem e abrem a porta do carro. _Vamos, desçam! Espero as meninas descerem e me preparo para fazer o mesmo. _ Você não, seu destino é outro. Olho das meninas para eles, sem entender. _ Como? Ele fecha a porta, deixando-me confusa e com medo. _Não vão me responder? Eu preciso saber! Quero ir pra universidade, onde eu vou ficar. Eles me ignoram com sucesso. Sinto um ódio tão grande de ser ignorada. Observo tudo ao meu lado, passo a mão na trava da porta, para tentar escapar. Advinha? Ela está destravada. Quando param no sinal vermelho, olho para trás e tem um carro na frente do outro carro que estavam os seguranças. Abro a porta de uma vez e corro entre os carros. Não experimento olhar para trás, para ver se estou sendo seguida, apenas corro o máximo que posso. Entro em um bar aberto para pedir socorro, esbarro em um homem. _Opa, opa, opa! Calma aí, gatinha. Não aceitamos moradores de rua aqui dentro. Olho bem para o ser arrogante à minha frente. _ Morador de rua é tua mãe! Me ajuda, por favor, estou sendo seguida... Quatro homens estão querendo me sequestrar. Digo desesperada, olhando diretamente para os olhos dele. O celular dele toca, ele olha, atende. _ Jura? Manda um foto. Ele olha para o aparelho, para mim e sorri. _ Porra! Quando vou dá meia-volta para correr, ele segura em meu braço. _ Para onde pensa que vai? Então você é a noivinha do meu irmãozinho? Olha-me dos pés à cabeça e sorri. _ Me solta! SOLTA PORRA. Grito, sendo totalmente ignorada. _ você é uma gatinha arisca! Aperto meus olhos quando vejo os brutamontes entrarem no bar. _ Seu babaca. O segurança segura em meu braço, levando-me até o carro e, dessa vez, ele trava. Perdi a chance de fugir. Como consegui entrar mesmo no bar onde estava o irmão do meu futuro carcereiro? Fecho os olhos tentando manter a calma; se eles querem fazer da minha vida um inferno, vou mostrar a eles que sou o próprio demônio. Assim que sinto o carro parar, abro os olhos para observar a casa enorme á minha frente. Muito bela, não tem nem comparação com o orfanato. Além da escola nunca vi algo tão grande. Mantenho meu olhar baixo, como de costume, sob o olhar dos dois homens á minha frente, um o homem de mais cedo, o do bar, e o outro um velho com o corpo frágil que se apoiava em uma bengala. _ Senhor Capone!_ Um dos brutamontes saúda o mais velho. Então esse é o senhor Capone. Se o meu futuro marido for tão feio quanto esse velho, vai ser muito fácil casar com ele e mantê-lo bem longe de mim. _ Então bela Haley, como você já foi devidamente instruída sobre seu futuro, só quero que se sinta muito bem acolhida nessa casa, agora não fará mais parte da família por ser do orfanato, mas será parte da minha por ser a futura senhora Haley Campone. Logo será atualizada sobre os compromissos futuros. Família? Você tem coragem de chamar aquilo de família, seu velho boboca. Olho para ele com um certo nojo, como assim parte da família? Eu quero isso por acaso? _ Não vai dizer nada, gatinha?_ O irmão mais novo pergunta com um sorriso no rosto. _ Legal!_ Digo baixo. _ Legal? Só legal? Achei que soubesse usar palavras como " Agradeço pela gentileza, senhor Capone". Olho para ele com sarcasmo, vontade de responder com uma resposta bem grosseira, mas então olho para o velho e desisto. Querendo ou não, ele quem me "acolheu" quando ninguém me quis, então de alguma forma devo algo a ele. _ Deixe-a, Lorenzo! Candace, leve Haley para seus aposentos e, quando Matteo chegar, avise-me!_ diz o senhor Capone. _ Sim, senhor Capone. Senhor Capone sai com a ajuda do filho mais novo que esbanja um sorriso presunçoso nos lábios. A moça com pele branca feita a neve pega minha pequena bolsa e pede para que eu a acompanhe. O quarto com tons cinza e tamanho consideravelmente grande. A cama de casal grande, nem se compara ao tamanho da cama pequena que dormia no orfanato. Duas portas brancas me chamam atenção assim que a Candace entra em uma delas. _ Senhorita Haley, organizei seus pertences aqui no closet e essa porta ao lado é o banheiro, tem toalhas e produtos de higiene. Posso fazer uma pergunta? Pergunta, aparentando ter medo da resposta. _ Porque suas roupas são todas brancas e tão poucas? Sorrio. _ Eu morava em um orfanato e lá uma das regras era usar apenas roupas brancas e essa era a quantidade que davam. Ela para por um tempo, observando meu rosto. _ Sinto muito... É...! _ Não sinta, caso contrário eu estaria na rua. Digo indo diretamente para o banheiro. Tiro minhas roupas rapidamente e ligo o chuveiro. Tomo um banho bem rápido com receio da Candace me importunar por ficar muito tempo. _ Pode ficar o tempo que quiser, quando precisar estarei lá embaixo!_ Candace fala abafado através da porta. Fico paralisada, esperando minha mente processar o que ela disse. Posso ficar o quanto eu quiser? Fico o máximo possível que posso debaixo da água forte do chuveiro. Lavo meu cabelo e faço todas minhas higiene calmamente. Visto-me em um vestido branco rodado, calço minha havaiana e faço o coque de sempre. Saio do banheiro renovada, sentindo-me leve como nunca. Observo cada canto do quarto, vendo o quanto é lindo, não me canso de comparar com o orfanato. Como o mundo é tão injusto para aqueles que não tem nem um pouco de oportunidade para tentar fazer do mundo da gente um mundo melhor. Preciso e quero fazer o meu mundo melhor! Apenas.






