Antonella
A segunda-feira começou com o som suave da chuva batendo nas janelas do duplex. Londres tinha aquela melancolia bonita que eu estava aprendendo a amar, ou talvez estivesse apenas aprendendo a sobreviver dentro dela.
Levantei antes do despertador tocar. A mente já estava ligada no trabalho, como sempre. A nova rotina ocupava tudo: pensamento, tempo, espaço. Talvez fosse o jeito que encontrei de não desmoronar.
Desci as escadas devagar, e a vovó já estava na cozinha, mexendo uma panela