Javier
Encostei na poltrona do escritório, com os cotovelos apoiados nos braços da cadeira e as mãos cruzadas diante do rosto, encarando fixamente um ponto invisível. A cena do pátio ainda estava fresca em minha mente, mas não era o sangue ou o som dos tiros que me incomodavam. Era Camille.
Sabia que Marco lidaria com a confusão do carregamento e encontraria uma maneira de reverter o prejuízo. Era eficiente, sempre foi. Ele lidaria com o comprador, daria uma explicação aceitável e acertaria os