Camille
Cada semana, sem exceção, o médico vinha.
Ele era sempre o mesmo, com seu olhar clínico e a maneira fria de me tratar, como se minha condição fosse apenas um número em sua prancheta. Não importava o que eu pensava ou sentia. O que importava era o número de semanas que se passavam, o ritmo do meu corpo, o desenvolvimento do bebê. Ele nunca perguntava se eu estava bem, se eu estava feliz. Ele nunca se importou com o que eu pensava sobre o lugar onde estava ou o homem que me mantinha prisi