Auriel
Não consegui dormir por mais de duas horas. O corpo repousa, mas a mente se recusa a encontrar descanso. Mesmo nesse período curto e fragmentado de sono, minha cabeça é invadida por imagens distorcidas, pesadelos intensos que me arrancam do sono com o coração acelerado, o peito arfando e a garganta seca.
A ansiedade pulsa dentro de mim como uma força viva, inquieta, insistente. Sinto o suor frio escorrer pela minha nuca, e o lençol preso entre meus dedos trêmulos parece um refúgio inútil