50. O PESO DA REVELAÇÃO
O tempo parecia correr de forma diferente para Isabela. Cada amanhecer era como atravessar um campo minado invisível. O corpo mudava depressa demais, como se estivesse com pressa em expor ao mundo um segredo que ela ainda não sabia se queria revelar. A cada dia, os vestidos ficavam mais justos, a respiração mais ofegante, e o coração, mais inquieto.
As manhãs eram especialmente cruéis. O enjoo lhe tirava o apetite, o cansaço parecia grudar-se a cada osso, e a sensibilidade a fazia chorar sem mo