Camila passou a manhã inteira tentando convencer o próprio corpo de que podia agir normalmente, mas cada tentativa de levantar terminava do mesmo jeito: Rafael aparecia na mesma hora, cerrando o maxilar como se estivesse prestes a incendiar o mundo caso ela desse mais um passo sem permissão. Ele parecia uma sombra com forma de homem, sempre ali, sempre atento, sempre perto demais, como se a proximidade dele fosse algum tipo de escudo que ela não tinha solicitado, mas que não conseguia afastar.