Rafael não soltou Camila pelo resto do dia. Não era figura de linguagem; era literal. Cada vez que ela tentava se afastar mais do que dois passos, ele surgia ao lado dela, não importava se estava na cama, no sofá, junto à janela ou na porta do banheiro. Não havia como se mover sem sentir aquela presença firme e quente ao redor, uma sombra que respirava, pensava e reagia antes dela.
Camila passou a tarde tentando ler alguns documentos da investigação, mas não conseguiu manter o foco nem por cinc