A manhã seguia lenta quando Rafael bateu na porta do quarto dele, onde Camila havia dormido pela segunda vez seguida. Ele não entrou; apenas apoiou a mão na madeira escura e esperou que ela abrisse, e quando ela finalmente apareceu no vão da porta, com o cabelo solto e uma expressão cansada, mas alerta, ele percebeu de imediato que ela estava presa demais dentro da própria cabeça.
— Vem — Rafael disse, com uma voz calma que contrastava com o estado em que ele mesmo estava. — Vou te tirar daqui